Soneto

Amor é assim mesmo: verdade aflita,

Doente. Poetar frágil, no qual a gente

Se esconde, suspirando, pra gritar

Tudo o que no peito se desfaz e sente…


.

Sente assim mesmo… Os amores fadados,

As vontades estranhas caindo por terra.

Desejos ardilosos, carnais… Desejos armados

Com balas de lua, que ferem da criança a fera.

.

Amor forte, amor carcomido… Das borboletas

Aos chacais. Lobos… Amor de harpa

E de trombetas.

.

Ah, amores dos anjos. Amores dos céus sem cor

Onde deus ainda se esconde em sua inexistência…

Amor que no peito pulsa e arde. Amor.

.

ML

.

Esse aqui vai passar despercebido pelo fato de eu não escrever muito na minha língua mãe… Vai passar despercebido e vai embora sem levar nada.
É um grito do fundo da alma — um grito contra esse mundo. Mundo cão. Mundo bandido que idealiza um amor falso, corrompe esse ideal já nascido de uma semente da mentira, e leva pessoas a validarem minha amiga ter sido atacada hoje. Foi por “amor”… Sim, continuem a dizer isso. Tolos. Tolos mesmo. É esse o amor desse mundo de qualquer forma. Façam bom uso dele.

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