Enigma

Se pra ti é assim que eu vivo a vida
Aos teus olhos de céu sou ainda Enigma!
Troveja em mim alma perdida
Que hoje carrega do teu amor, o Estigma…

…Dos meus desejos serem mais errantes
Que um par de amantes a fugir;
Mais passageiros que as estações — vibrantes
Como as cores da flor ao gelo de esculpir…

…Estátuas, como devem ser todos que como eu, nada são… Nada são
Aos olhos teus; os teus olhos de céu… Nada somos
Senão estátuas de gelo sem alma — co’amores curtos de inverno que nunca vivem o verão.

Ah, terei eu…
Talvez no peito redemoinho?
Talvez uma flor…

Talvez furacão.

.

ML

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